segunda-feira, 31 de maio de 2010

"Você tem certeza, mamãe?"



Lá estava eu e a Laura no banco de trás do carro, enquanto o Émerson dirigia.

Laura tinha aberto uma caixinha de água de côco, que tanta ama tomar, desde bebê. Ao provar, fez uma careta e me disse: "Mãe, essa água de côco está velha".

Provei e a água de côco estava ótima. Falei para ela continuar tomando, e que este gosto diferente era porque ela acabara de chupar uma bala doce, que alterou seu paladar.

Foi quando ela olhou para mim e perguntou:  "VOCÊ TEM CERTEZA MAMÃE?"

Paralisei e disse que sim, que eu tinha certeza. Então, ela tomou a água...

É engraçado que aos poucos, nossas palavras deixarão de ser verdades absolutas para nossos filhos.

Bom, pequenos ensinamentos como "comida quente pode queimar a boca" ou "se você continuar pulando desse modo em cima da cama, pode cair" já foram testados pela Laura e eu sempre tive razão.

Neste sentido, sempre fui sua órbita, seu mundo. Mas, em alguma situação, que eu não tenha percebido, Laura percebeu. Percebeu que sou humana, que tenho dúvidas, que erro...

E agora, esse pingo de gente já me questiona se eu tenho certeza, pasmem!

Mesmo sem dons paranormais ou bola de cristal, prevejo os embates da adolescência, afinal, Laura sempre foi tão independente e não gosta de receber ajuda... provavelmente no auge da sua juventude se sentirá unipotente, tô vendo tudo...

Hunpf

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O uso de aparelhos celulares

Ainda me lembro que as pessoas começaram a usar o aparelho celular no início da década de 90.

O aparelho era sinônimo de status, quanto maior e mais aparente melhor. Alguns homens costumavam usar na cintura e ao sentar na mesa de um bar ou boate, colocavam o aparelho em cima da mesa, ostentado dinheiro e poder.

Sinceramente, nunca fui com a cara desse aparelho objeto de desejo.

Ainda me lembro que em 1999, houve o primeiro lançamento do celular pré-pago. Chamava-se "PRONTO" e as ligações eram mais baratas. Comprei um, para ligações locais e mantive meu número de telefone celular pós-pago, número este que mantenho há uns 15 anos.

A partir daí, as empresas de telefonia tiveram um "bum" e o telefone celular se propagou igual praga.

Continuo não indo com a cara destes telefones, objeto de desejo para alguns, fonte de repugnância para mim.

Ocorre que as pessoas não sabem usar os aparelhos celulares. Atendem ligações em consultas médicas, palestras, salas de aula ou seja, perderam a noção do que é certo e errado, o que é ético e o que não é...

Odeio distribuir meu número de celular para qualquer um.

Simples, quem quiser falar comigo, ligue para o escritório ou para minha casa!

Meu telefone celular serve para me atender, estar disponível para as minhas necessidades e não para as necessidades dos outros. Em tempo, nem morta da silva, dou meu número de celular para cliente, nem que este seja "very importante people" (VIP). Quer falar comigo e não me encontra? Liga para minha secretária que faz o contato comigo e eu retorno a ligação, simples assim.

Antigamente não existia celular e ninguém morria por causa disso.

Odeio ligações enquanto dirijo, enquanto me alimento, enquanto estou assistindo tv, estas ligações são sempre inoportunas.

Por isso, meu número quem tem é minha mãe, meu marido, meus irmãos e poucos amigos queridos, cujas ligações serão sempre bem vindas :)




quarta-feira, 26 de maio de 2010

Cadê minha bebê?

Esta semana, estava na Justiça do Trabalho e um serventuário perguntou: "Como vai sua bebê?"

Respondi sem pestanejar: "Deixando de ser bebê."

Bom, Laura saiu da minha barriga! Ainda lembro dos primeiros ultrasons, com poucos centímetros. Nasceu pequena, com 45 cm e cresceu, cresceu, cresceu...

Agora conta com quase um metro de altura e 20 quilos. Se expressa com naturalidade e pasmem, tem vontade própria.

Ando pensando em deixá-la uns dias na casa da minha sogra que mora há 300 km daqui.

Acho que elas merecem este convívio. Conversei com a Laura sobre o assunto e ela adorou a idéia de ir sem mim.

Oh céus! Se ela for, ela aguenta? Eu aguento? Como vou preecher meu tempo? E se ela não dormir a noite, sentindo minha ausência? E se ela não sentir minha ausência?

Acho que toda mãe se sente insubstituível, não tem jeito. Acho que toda mãe se sente a rainha da cocada preta, do tipo "ninguém cuida melhor da minha filha do que eu".

Bem que eu tento ser ponderada, vejam, tô até liberando a Laura para alçar vôo (mesmo que curto) longe de mim.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

RAPIDINHAS

  • Minhas preces foram atendidas. Sempre desejei que a Laura, no final do dia, me contasse o que fez durante a manhã, e sobre suas atividades no jardim. Ontem, pela primeira vez, fui pegá-la na casa da minha amiga (mãe da Sofia) que cuidou dela enquanto eu dava aulas e a Laura me contou sobre suas atividades, que fizeram um bolo no jardim, que ela mexeu o bolo e o bolo cresceu, que ocorreu uma acidente e um ovo quebrou etc. Fiquei feliz, diálogo entre mãe e filha é tudo de bom!

  • Hoje foi o primeiro passeio dela no jardim. Saíram às 13h30m para a Estrada Bonita (turismo rural) de ônibus com as professoras. Fiquei com receio de deixá-la ir, mas lembro desses passeios na minha época e era tudo de bom. Não posso furtá-la dessa experiência. Detalhe: perguntei para a Laura se eu podia ir junto e ela disse: "Mãe, não é para as mães irem juntos, o passeio é para as crianças da escola"! Humpf, me excluindo desde já, essa danadinha;

  • O inverno está chegando, comprei camisetas de manga longa e novas jaquetas. Mas ela precisa de cobertor. Vou comprar um cobertor infantil da Jolitex, bem grosso, bem peludo, porém anti-alérgico, anti-ácaros e anti-fungos. Triste é desembolsar mais R$ 150,00...

  • Ligaram da agência "Novos Tempos" querendo agenciar a Laura... será que entro nessa de novo?

  • Não é novidade pra ninguém que dou aula a noite, então Laura depois do jardim vai para a casa de amigas (geralmente da Sofia) e a noite e pego ela quando retorno do trabalho. A questão é que a bichinha anda "rueira", mal acostumada, quase uma sem-teto KKK Hoje ela vai para a casa do João e da Maria (gêmeos) filhos da Aline!!!!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Coisa boa atrai coisa boa...

No dia que me descobri grávida,ainda aterrorizada, apenas uma palavra saiu da minha boca e foi: "fodeu!"

Após respirar fundo e equilibrar meus pensamentos pensei, que a gravidez poderia me reservar coisas boas, afinal, ter a responsabilidade de carregar uma vida dentro da barriga durante 09 meses e depois se sentir responsável por ela durante toda uma existência não é para qualquer um.

Definitivamente, não é mesmo....

Mãe é bicho!Carrega o filhote nas entranhas, verte leite para amamentar o rebento e ama ...  Ama como se esse amor não coubesse em si.

Sempre tive certeza que a Laura me reservaria coisas boas.

Coisas boas: Redescobrir as coisas boas da vida, rir com uma risada de criança, modelar massinha com as mãos, orgulho, felicidade, prazer, novos círculos de amizades.

Em decorrência do seu nascimento fiz amizades.

Algumas virtuais, pela comunidade mamães e bebês de janeiro e fevereiro de 2007. Também virei amiga das mães das amigas da Laura.

E estas amizades me fazem muito bem.

Coisa boa atrai coisa boa, já diz a sabedoria popular!


Cambalhota é ver o mundo girar por você...






É esquecer que os pés ficam no chão e a cabeça voltada para o céu, do mesmo jeito que plantar bananeira é fugir do coerente.






Tão incoerente quanto mastigar gelo, melhor seria beber a água!






Mas, aí, qual seria a graça?






É como amar combinado...






Manter os corações alinhados, o beijo planejado e os planos modelados.






Estranho gostar tanto de você...






Cambalhota é ver o sol e os pés...






É como mergulhar no chão e reviver, é ser movido e mover...

terça-feira, 18 de maio de 2010

Antes que elas cresçam (Affonso Romano de Sant'Anna)





Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.



É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.



Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.



Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.



Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?



Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.



Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.



Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.



Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.



Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.



Deveríamos ter ido mais vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.



Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto.



No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.



O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.



Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

As aparências...

"Julgar pela aparência é como olhar um cacto.
Não se percebe a água contida em seu interior, nem a beleza de suas flores."




Infelizmente, vivemos na cultura da aparência.



Apenas para ilustrar, vou dar um exemplo: A distância da minha residência ao meu trabalho deve ser de 1,5 km. Esses dias estava pensando em vir trabalhar de bicicleta, pois assim, aliava minha falta de tempo para realizar exercícios à economia de gasolina e pagamento mensal de estacionamento particular no centro da cidade.



Sabe o que eu fiz? Desisti. Quem me contrataria ao saber que eu vou trabalhar de bicicleta? Ninguém. Provavelmente as pessoas iriam associar o fato de eu andar de bike com insucesso profissional.



Talvez em Paris, seria chique um advogado ir trabalhar, passeando, pela paisagem parisiense. Mas no Brasil....



Resolvi continuar pagando os tanques de gasolina e R$ 120,00 de estacionamento por mês. Isto é só um exemplo simples do julgamento de uma pessoa adulta por outra pessoa adulta.



Talvez se as pessoas deixassem de se preocupar tanto com futilidades e julgassem as pessoas por aquilo que elas são, e não por aquilo que representam....

sexta-feira, 14 de maio de 2010


Estou precisando de um prozac, uma fluoxetina, uma subutramina, sei lá... quero uma pílula de efeito imediato, contra depressão e rugas!


Ontem eu estava dando aula de direito tributário, super empolgada! Daí, eu estava falando de um tributo chamado "empréstimo compulsório".


Falei da década de 80, da inflação, contei "causos" explicando o por quê que naquela época as famílias tinham freezer (estoque de carne x inflação). Dei um exemplo de empréstimo compulsório (quando o Collor passou a mão na poupança das pessoas), aproveitei a deixa, falei do impeachment, cidadania e falei sobre a música do Paralamas do Sucesso que foi o marco na época "Luiz Inácio falou, Luiz Inácio avisou, são trezentos picaretas com anel de doutor).


De repente, fui interrompida com a seguinte frase:


"Pô professora, dá pra voltar? Você tá falando coisas tudo muito antigo, volta pra nossa época por favor"


É... as pessoas tem que morrer escutando Ricky e Renner mesmo...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

FAMÍLIA NÃO É UMA EMPRESA OU COMO CATAR COQUINHOS
Fabrício Carpinejar

Estava na mesa-redonda da Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Ouvi atentamente a palestra de Içami Tiba, colega de painel, que falou de modo elétrico, seguro e convincente.

É um orador no estilo de grande auditório, conciliando humor com exemplos.
Mas, em algum momento, ele disse: “A família é como uma empresa”.
E aquilo me incomodou profundamente. Aquilo me arrancou a audição.
“É na família que forjamos vencedores. Se os filhos não obedecem, não fazem nada , tem preguiça para qualquer coisa, não ficariam numa empresa, é o mesmo processo.”

Caso meu avô Leônida escutasse isso, soltaria um de seus xingamentos prediletos: "Vai catar coquinho e deixar de ser besta". A família não é uma empresa. Nem deve ser. Não vou demitir ninguém em casa. O pai ou a mãe não é o que queremos deles, mas o que eles podem oferecer. Estou de saco cheio de ouvir que uma família deve trazer rentabilidade, organização e competência. A cobrança não fixa um lar.

Na minha residência, cada um tinha uma tarefa. Mas não era uma empresa, ou uma cooperativa. Não fui promovido. Não esperava cargos de confiança. Os irmãos me continuavam. Quando fui demitido uma vez do serviço, expliquei para minha filha de 4 anos o que havia acontecido.

“O trabalho não me quis mais.”
Ela respondeu bem calma:
“São bobos, fique calmo, será meu pai sempre.”

Eu dependo de um lugar para falir na minha vida. Deixe-me ao menos a família.
Eu posso perder tudo, menos a família. A família é meu despertencimento, a adoração dos telhados, o avental no gancho da cozinha. Podem subtrair minha memória, mas guardarei o desejo fora de mim. Em minha mulher. A família é o único lugar que continuaremos vivendo sem a expectativa de acertar.

Precisamos de um espaço para falir, para errar e se debruçar em nossas fraquezas. Já tenho que ser funcional no emprego, no lazer, nas relações com os outros. E agora a sugestão é que trabalhemos também na família. Isso é exploração infantil, isso é jornada dupla, isso é transformar elos naturais em conexões automáticas.
A família depende de uma única coisa: a intimidade. E intimidade não é emprestada, intimidade é não pedir de volta.

A família é o único lugar que me permite ser verdadeiro. É o único reduto de autenticidade. Não vamos colocar a competição dentro dela. Ou encher os nossos filhos de horários e de obrigações para que não pensem bobagens. Eles carecem das bobagens para escolher seus caminhos. Ser ocupado não nos torna importantes; não nos torna responsáveis. Envelhecer é se desocupar para a amizade.

Quando pequeno, não fiz natação, não fiz inglês, não fiz informática, não fiz o raio-que-parta. Eu tinha o tempo livre depois da escola e jogava futebol com os colegas, roubava frutas e brincava na casa dos vizinhos. Voltava para a casa quando a mãe gritava: “tá na mesa!”. A infância é própria para a vadiagem. Quando iremos vadiar de novo? Se a família é uma empresa, um dia os filhos vão pedir demissão, um dia o pai e a mãe vão se aposentar, um dia os tios vão pedir concordata, um dia o genro vai desviar recursos.

Na família, os laços são eternos e não provisórios como uma empresa. Família não é trabalho, família é experiência. E nunca haverá perdedores na família, mas irmãos e filhos e pais. Eles são a família, não um referencial de realização. Essa exigência de sucesso na família implica em não aceitar os perdedores. O que são os perdedores senão os mais sensíveis à pressão? Por isso, famílias se assustam com os problemas e escondem filhos alcoólatras, drogados e doentes em clínicas. Sofrem com a cobrança pública. Temem a exposição de seus defeitos.

Família é ter defeitos, é ter fantasmas, é ter traumas. Frustração é não contar com uma família para se frustrar. Família é compreensão, não um acordo.

Não temos que alimentar vergonhas de nossas vergonhas. Família é onde tiramos os sapatos e deitamos os casacos. Não promoverei reunião-almoço na minha sala. Não afastarei um parente pela malversaçà £o. Não solicitarei a restituição das mesadas. Não exigirei que minha filha escolha Medicina ou Direito pela estabilidade. Não condiciono minha paixão a resultados.

Um patrão nunca será um pai. Não procuro disciplinar meus filhos, o amor é a mais suave disciplina. E o abraço é a minha desordem.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Só sei de uma coisa....

É foda sair pela manhã e a filha estar dormindo, não a ver na hora do almoço, chegar às 22h00m e sua filha já estar dormindo.

Dá uma saudade do que eu não fiz com ela e por ela....

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Sábado
1) Pedir para o marido pegar o uniforme da Laura que já ficou pronto, tive a semana inteira pra pegar, mas não consegui. É bom que ele vá, casal moderno divide as tarefas não é?
2) Pedir pro marido ir ao mecânico pra ver a bateria do carro. Estou pra fazer isso há um mês e ainda não consegui. É bom que ele vá, afinal, isso é serviço de homem, não é?
3) Levar a Laura na contação de história que inicia às 10h00m.
4) Antes disso, rezo acordar com boa vontade, porque minha calça legging preta descosturou e eu preciso com todas as minhas forças achar a mulher prendada que habita dentro de mim e costurar essa merda.
5) Corrigir as provas. Eu devia ter feito isso há umas duas semanas e ainda não consegui;
6) Pintar meu cabelo, afinal, o que será dos meus neurônios já viciados na água oxigenada? Para mim, não tem coisa pior do que cabelo loiro com raiz preta. Coisa de puta pobre.
06 tarefas para este sábado e preciso cumprí-las.
Foco Fabiana, mantenha o foco!



segunda-feira, 3 de maio de 2010

....

Almoçar em restaurante à quilo está cada vez mais difícil.
Ou eu sirvo meu prato somente com uma mão direita, enquanto eu seguro a F5 com o braço esquerdo; ou tento ao mesmo tempo servir dois pratos, com uma criança (leia-se Laura) agarrada nas minhas pernas.
Agora prefiro a la cart!
*A la carte é a expressão francesa pra você fazer o pedido usando a lista de opções, um menu ou o cardápio do restaurante.