sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Flores Roubadas

Passei boa parte da minha primeira infância roubando flores do quintal alheio.
Naquela época, avistar uma bela flor me incitava a formar um pequeno bouquet para dar à minha mãe.
Ainda me lembro dela recebendo meus pequenos ramalhetes... ela sempre elogiava a beleza das flores, agradecia e colocava na água.
Nesta segunda-feira, fui almoçar fora com minha mãe e minha filha. Já na saída do restaurante peguei as duas roubando flores dos vasos que enfeitavam o estacionamento do estabelecimento.
Fingi que não vi.
Logo depois, veio a Laura me entregar tais flores. Ao receber, elogiei e agradeci.
Dizem que a fruta não cai longe da árvore....

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A APENDICITE versus APRESENTAÇÃO DA LAURA







A festa de confraternização da escolinha da Laura estava marcada para o dia 29.11.2008. Neste dia, a Laura apresentaria uma dança. O tema era Japão, aproveitando o projeto pedagógico das Olimpíadas.


Me preparei para este dia, aguardei ansiosa, contratei um profissional para as fotos e filmagens.


No entanto, fui cometida por uma apendicite na véspera e tive que ser submetida à uma cirurgia de emergência. Apesar de já ter passado por 04 cirurgias (duas neurológicas, uma abdominal e cesárea), desta vez tive medo de morrer.

Mesmo assim, falei pro Émerson manter a rotina da Laura, levá-la na apresentação, afinal, a Laura estava super empolgada e sempre era elogiada pela professora nos ensaios. Eu não poderia fazer isso com ela!


No sábado, o Émerson me aparece na sala de recuperação cirúrgica com o vídeo da apresentação da Laura, ele chorava mais do que eu. Estava orgulhoso da filha, mas não deixaram a Laura entrar no Hospital, sob a alegação de que a direção não permite crianças de pouca idade circulando pelo mesmo.


A Laura ficou na recepção, me esperando, ainda fantasiada de gueixa... foi embora sem me ver.


Hoje em frente ao DVD, eu e ela fizemos sua coreografia (que limita-se a abanar o leque e bater palmas kkkk), mas pelo menos, recuperamos o que foi perdido.


Ah, as fotos postadas acima, são dela na recepção do hospital, aguardando a autorização para me visitar, que não foi concedida! O vídeo abaixo é da apresentação. A Laura é a menina do centro com leque na mão!









quarta-feira, 12 de novembro de 2008

ACEITO FIADO - Fabrício Carpinejar

O que podemos deixar aos filhos? O que fará um filho acreditar na vida mais do que a gente acreditava?

Não devemos prevenir as crianças com o nosso ceticismo. São frases que retiramos da primeira gaveta do medo: “Não insiste”, “Quebrará a cara”, “Não vale a pena”, “Não dará resultado”.

Pessimismo não é sinônimo de inteligência.

Há papo mais chato do que de ex-petista, ex-fumante, ex-seminarista, ex-carnívoro, ex-fanático por futebol, ex-marido, ex-mulher, ex-pecador? Além de arrependidos, mostram-se curados do passado. Insuportáveis com suas lições empíricas.

Articulam acrobacias com a língua para desfiar seu rosário de decepções. São imbuídos da missão sagrada de alertar aos colegas e amigos dos horrores de suas vivências. Evangelistas do apocalipse, pregam suas conversões com a capa preta do diário.

Amaldiçoam a divergência. Numa conversa, vão desconsiderar qualquer opinião diferente da sua com uma ameaça: "Você ainda vai entender!"

É o ciúme da fé. Temos que extrair a fé do próximo, para não sentirmos falta da nossa.

Sofrer não pode eliminar a esperança. Sofrimento sem esperança é masoquismo.

Se a trajetória não saiu conforme planejamos (e nunca sai), não significa que a nossa prole mereça seguir o nosso descrédito. Prefiro alguém que seja bem crédulo a outro que somente destrói as opiniões com seus testemunhos.

Ingenuidade é sabedoria. Precisamos preservar as ilusões. Sou favorável a mais ilusões, menos realidade.

Qual será o ânimo de um adolescente para retirar seu título eleitoral se os pais falam sempre que todos os políticos são corruptos?

A infância é cheia de miragens. Saudade do tempo em que não enxergava. Na cegueira, a imaginação - pelo menos - avançava.

O que posso transmitir aos meus filhos é uma história de amor. Assim mesmo, bem sentimental. De legado, nada é mais precioso do que uma história de amor. Que os casais tenham se amado mais do que vivido. Contem como os dois se encontraram: as coincidências, a atração, a resistência, as gafes, os alumbramentos. Não poupem detalhes. Sejam babacas, mas que permitam que seus filhos sejam românticos. Dêem a eles a mesma chance que vocês tiveram.

Minha filha nunca cansou de me perguntar: "Por que você se separou de minha mãe?"

Explicava ponto por ponto que a paixão acabou, que começamos a brigar por bobagens, que já não nos entendíamos, que foi melhor assim, senão ela teria que crescer sob um permanente temporal. Segui a receita psicológica de expor a verdade para os filhos. De não esconder nada.


Fui um idiota. A pergunta era outra, e me escapou.

Ela procurava saber: "Você amou minha mãe? Como foi a história de vocês?"

O que posso fazer pelos meus filhos é não estragar a fé deles. É minha herança.

http://www.fabriciocarpinejar.blogger.com.br/

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Rompantes Consumista


Hoje fui às Lojas Americanas comprar Fraldas Pampers, já que no Angeloni custa R$ 30,00 e lá 16,00. Bom, economizei.

Mas, aproveitei e comprei a nova fralda descartável Huggies jeans com edição limitada! Tão linda pro verão!!! Comprei e lá se foi a diferença da economia kkkkk

Bom, como a Livraria Curitiba fica ao lado, resolvi comprar um livrinho pra Laura e acabei comprando 03! Ela adora tanto que os que ela tem estão estropiados.

Aliás, ela sempre cuida muito bem dos brinquedos dela, bem cuidadosa mesmo, mas como o livro é muito folheado, acaba se estropiando.

Daí comprei 03 livros bem legais, do tipo que ela gosta (livro meio brinquedo, sabe?)

Nesse ínterim, comprei um caderno com figuras pra desenhar. Contudo, lembrei que o Giz de cera que eu comprei no 1,99 era tão forreca, que era "seco" desenhava pouco, comprei um da Faber Castell.

Daí vi caneta de pintar rosto, comprei pra gente. Vamos nos divertir muito KKK

Bom....

Com a cestinha cheia, pensei, tanta coisa pra Laura e eu nada! Ora, sou mãe, mas também sou gente. Escolhi um livro que eu queria ler faz tempo :)


RESULTADO: R$ 120,00 paus na livraria Curitiba!

Me dá até um nervoso em pensar que fiz isso KKKK

terça-feira, 28 de outubro de 2008

BLOGAGEM COLETIVA


Aderi a campanha!


Espero que dia 19 de novembro tenhamos um número expressivo de blogueiras falando sobre o mesmo assunto: BATER EM CRIANÇA É COVARDIA!
É isso aí!
Mudando conceitos e incentivando mudanças em favor das crianças!


quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Méda, méda, méda!!!!!!!!




O Publicitário Washington Olivetto (leia-se W Brasil) está lançando o livro "O primeiro a gente nunca esquece" . Dedicado à Antônia, sua filha de quatro anos, que, segundo o pai, "ainda vai ter o seu primeiro sutiã", a obra é uma compilação com citações de personalidades - como Pelé, Antônio Fagundes, Ayrton Senna, Elio Gaspari - que já usaram o conceito do título do comercial em diferentes épocas e para falar de vários assuntos.

Na minha singela opinião Washington Olivetto deveria acrescentar um capítulo à parte, sobre o primeiro palavrão dos nossos filhos.

Pois bem, semana passada eu estava no meu quarto junto com a Laura, trabalhando ao computador e pensando alto. De repente e sem querer soltei um "merda".

Laura imediatamente olhou pra mim e disse: Méda, méda, méda!!!!!!!!

Tentei segurar o riso e fazer cara feia, mas não consegui! Caí na gargalhada!

Esta semana a babá da Laura disse "merda" e a Laura imediatamente repetiu: Méda, méda, méda!!!!!!!!

É muito engraçado eu confesso. Confesso até que soa bonitinho vindo de uma criança inigualavelmente bonitinha!

O problema é que parece que a Laura tem radar. Milhares de palavras que ela não sabe o seu significado poderiam ser palavrão para ela. Por exemplo, qual a diferença entre as palavras "parafuso", "carburador", "cometa" e "astronauta" para a Laura? Nenhuma. Todas estas palavras são incompreensíveis para ela. Mas se dito ela não as repete. Então como ela sabe que "merda" é um palavrão? Como????

O pior é que ontem ela olhou pra mim e disse: Méda, méda, méda!!!!!!!!

E eu fingi que não ouvi! Não ri, não fiquei brava, enfim, não esbocei reação.

Psicologia reversa nela sempre dá bons resultados.



PSICOLOGIA REVERSA: Não leia!

Se eu te dissesse: "Não leia!" certamente você ficaria com mais vontade de ler. E se já leu até aqui, então minha estratégia foi boa…

Isso é a psicologia reversa!

Exemplo: Ao invés de incentivar, você diz para uma pessoa para ela desistir de tentar algo, pois ela não vai conseguir. Porém, sua intenção para com essa pessoa é exatamente o oposto, que ela se esforce ainda mais em continuar tentando.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Sobre o dia das crianças....




Definitivamente, cada vez mais eu me questiono como mãe!

À uma, comprei o primeiro presente dela dia 01.10. 2008. Aproveitei o recebimento do salário e comprei um bebê da estrela. Dei pra ela no mesmo dia.

À duas, não satisfeita porque acredito que presente tem que ser dado na data, semana passada comprei um jogo de panelinhas e cafezinho, para nós duas fazermos comidinhas pra dita boneca. Dei pra ela no mesmo dia.

À três, ainda revoltadíssima com a situação e sabendo que minha filha adora passarinhos, eu e meu marido compramos uma “casinha de passarinho”. Isto é, uma pequena toca de madeira com local para alpiste para que os pássaros livres ali pousem, descansem, se alimente antes de uma nova revoada. Compramos na véspera do dia das crianças e demos pra ela no mesmo dia.
Conclusão: Dia das crianças sem presente surpresa!

À quatro, teve dia da fantasia na escola e a Laura foi como? De uniforme.
Não acredito que deixei passar batido Esta data seria tão importante para mim.
Ainda me lembro o quanto era constrangedor quando minha mãe me mandava de uniforme em datas festivas, e eu fiz o mesmo!
Imperdoável, Fabiana, imperdoável.

À cinco, entrei em crise existencial. A Laura passou o Domingo me chamando de “Pábi”, leia-se “Fabi”.
Com exceção dos momentos de urgência, emergência e manha, ela passou o dia me chamando pelo nome!
Isso foi imperdoável, minha filha, imperdoável.